domingo, 10 de maio de 2026

Deve haver o oposto

 


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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Quando se sofre, só se pode mesmo é sofrer


O sofrimento é uma experiência solitária. Não importa quantas pessoas passem pela mesma coisa juntas, cada uma trilhará seu caminho sozinha. O sofrimento não ensina nada, quando se sofre, só se pode mesmo é sofrer. Talvez um dia, no futuro, quando tudo estiver tranquilo e o sol nascer em tons suaves de creme, você olhará para o passado e tirará lições daquilo. Mas só quando a tempestade passar e a calmaria se instalar na sua vida. O que ensina mesmo é a felicidade, e quando se está plenamente feliz, pode-se aprender com qualquer circunstância do dia a dia. O sofrimento em si não serve pra nada.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

É preciso coragem

 


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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Reflexões de elevador

Lee Borthwick, Capri Mirrors

No fim é como se ver em um espelho de elevador; se estamos sempre nos cantos, nossa visão está fadada a ser distorcida, malfeita. É preciso ver a vida do meio, do centro do tudo, pulsando e roubando o ar. Estar nas pontas da própria existência é apenas a espera do arrebentar. 

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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Das coisas que nunca falamos sobre


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terça-feira, 23 de setembro de 2025

Holocênico

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Eu e aquilo que ainda não perdi de mim

Dia desses acordei com saudade de escrever para ninguém e para todo mundo. Escrever banalidades da minha vida - tão - comum. Sinto uma nostalgia danada da internet de uns anos atrás, de entrar e ler da vida de gente que eu nunca conheci. Não, não estou falando da mais nova influencer em uma jacuzzi na Capadócia, estou dizendo da tua vizinha, ou do rapaz que divide o banco do ônibus contigo. Existia uma sensação de entrar na vida do outro mesmo que só um pouco, olhar pela janela da casa e ver um pedaço da existência daquele indivíduo. Eu sempre gostei de reparar os outros, ver de longe, talvez porque no fundo buscasse encontrar na minha vida a normalidade que existia na vida deles, a normalidade que não havia. No fundo, parte de mim sempre soube que havia algo de errado no meu lar e na minha criação, uma mão coçando no fundo do cérebro. Como Clarice mesma escreveu, uma resposta esperando a pergunta. E agora chego perto de formular a pergunta certa, mas a resposta eu sempre soube. Hoje me sinto menos feliz de poder ver da vida de quem merece ser olhado, de gente que não modifica cirurgicamente cada ponto da própria narrativa. Quase não encontrei quem houvesse, então resolvi eu mesma ser a janela. Quem sabe alguém procurando a vida para além dos filtros instagramáveis possa ver meu espaço e sentir nele a familiaridade estrangeira que eu tinha na minha adolescência entre um blog e outro de ilustres desconhecidos. Seja como for, eis-me aqui novamente. Eu e aquilo que ainda não perdi de mim.

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Memória do azul